Site pessoal:. http://www.contatosociologico.crh.ufba.br/

A cidade é constituida por sinais e signos, que expressam a presença humana. As múlitplas linguagens traduzidas no ambiente cidatino, demonstra bem como a cidade é repleta de objetivações e subjetivações. Italo Calvino, em Cidades Invisíveis, deixa claro que a cidade é feita das relações entre as medidas de seu espaço e os acontecimentos do passado. Ao descrever diversas cidades, o autor afirma que a cidade é constituida pelos imaginários particulares e coletivos. Para além de ser feia ou bonita, feliz ou infeliz, a cidade é produzida pelas formas, pelas figuras, pela imagem, e pela imaginação de seus moradores.Como uma constituição histórica, a cidade se fábrica a partir de ideologias, significações e produçòes homens que lhe dão um movimento contínuo, que nos leva a pensar que a cidade está sempre a se constituir. Pensando desta forma, e buscando maneiras de tentar narrar a cidade em suas linguagens particulares e coletivas, em 2002, fotografei três cidades brasileiras, à procura de seus sentidos, ou melhor a procura da memória dos meus sentidos. . Deste modo, veremos, a Sopreposição, fotografia tirada em março de 2002, no Subúrbio Ferroviário de Salvador-BA., também chamada pelo sociólogo Gey Espinheira de "Paisagem Bucólica", nominação que intitulou a descrição poética, feita por este sociólogo sobre a imagem:Paisagem Bucólica'- "Sobre o mar, o mar como um rio, o rio como a rua, as casas olhar o mar, o rio, a rua.Homens, mulheres e crianças são pate do mangue, vivem do que dali retiram na mariscagem cotidiana.Herdeiros do mar. não são marinheiros. É gente da terra sobre o mar nua em lama macilenta e mais tarde rio de novo de faz em rua, espelho a reproduzir casas, roupas lavadas em varais improvisados, essas coisas da vida íntima.Há uma hora em que só a paisagem conta, domina por completo a vida recolhida nas inveções do morar, vidas escondidas sobre o mar, sobre a lama, sobre o luar".
Uma outra fotografia que foi motivo de um texto magnífico do sociólogo Gey Espinheira, fiz em abril de 2002, no centro tradicional de Salvador-BA., ela se chama Tradição: "Do vazio, esqueleto ainda firme de um prédio na Cidade Baixa, em face de um outro ainda vivo, a imagem da 'memória da Sé', catedral derrubada em nome do progresso em 1933. O passado generoso do Comércio é hoje cenário de uma decadência progressiva e ameaçadora A velha Cidade Baixa contempla a 'memória da Sé' de um centro histórico revitalizado. O comércio pode integrar-se à renovação urbana e cultural, não apenas pela via do turismo, mas pela exploração de suas múltiplas potencialidades. Fechou-se um ciclo um outro se abre para resgatar o patrimônio ariquitetônico, artístico e cultural desta parte da cidade esclerosada, mas dotada de toda uma história e, sobretudo, de infra estrutura".
A exposição completa destas fotografias estão no site: http://www.contatosociologico.crh.ufba.br/, site pessoal de Antonio Mateus Soares, visite-o.

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